Beto Vaz.
Beto Vaz.

Acusado de matar menina Vitória no interior de SP é condenado a 34 anos de prisão

O homem teve a pena agravada por motivo torpe, meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa da vítima

José Maria Tomazela, O Estado de S.Paulo

21 de outubro de 2019 | 21h18
Atualizado 22 de outubro de 2019 | 11h14

SOROCABA – O pedreiro Júlio Cesar Ergesse, acusado de sequestrar e assassinar a menina Vitória Gabrielly Guimarães Vaz, em junho de 2018, foi condenado a 34 anos de prisão, na noite desta segunda-feira, 21, em São Roque, interior de São Paulo.

Após 11 horas de julgamento, os jurados acataram a tese da acusação, de que o pedreiro teve papel decisivo no assassinato da garota. Na sentença, lida pelo juiz Flávio Roberto de Carvalho, o réu recebeu pena de três anos pelo sequestro, 18 anos por homicídio, um ano e seis meses por ocultação de cadáver.

As penas foram agravadas por motivo torpe, meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa da vítima, elevando a condenação para 34 anos. Os jurados levaram em conta que o réu tinha antecedentes que denotavam a “péssima conduta social”.

O advogado de defesa, Glauber Bez, informou que vai entrar com recurso, por considerar que a decisão dos jurados contrariou as provas do processo. Essas evidências, de acordo com ele, mostram que réu não estava no local quando Vitória foi morta. 

Também são acusados do crime Bruno Marcel de Oliveira, de 33 anos, e sua mulher Mayara Borges de Abrantes, de 24. Eles cobravam uma dívida por drogas e, juntos com Júlio Cesar, teriam sequestrado a menina por engano, decidindo matá-la. O julgamento desses dois réus ainda não foi marcado.

A polícia investiga também a participação do mandante, um traficante que fornecia drogas aos outros acusados.

Para lembrar

O caso de Vitória mobilizou e comoveu a população de Araçariguama. Imagens de uma câmera mostraram a estudante de 12 anos andando de patins perto do ginásio de esportes, antes de desaparecer, no dia 8 de junho. A polícia e os moradores se mobilizaram em buscas pela garota. O corpo foi encontrado oito dias depois, em um matagal, à margem de uma estrada rural. Ela havia sido amarrada antes de ser morta. 

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