Acusado de manter mulher presa tem habeas-corpus negado

Ele foi preso na terça-feira, após denúncia da família da mulher, mantida em cárcere privado por 18 anos

Chico Siqueira, especial para O Estado de S.Paulo

08 de maio de 2008 | 19h15

A Justiça Estadual negou nesta quinta-feira, 8, a concessão de liberdade provisória para o agricultor Ary Hernandes Castijo, de 50 anos, preso em flagrante por manter sua companheira, a dona de casa Maria Aparecida Rosa, de 36 anos, em cárcere privado por 18 anos.  O pedido feito pelo advogado de Castijo, Fernando Mateus Poli, foi indeferido pelo juiz Evandro Pelarin, da comarca de Fernandópolis, depois de receber parecer negativo do promotor de Justiça, José Rafael Hussain. Poli não foi localizado para dizer se vai recorrer da decisão. No seu pedido, Poli argumentou que Castijo não deveria permanecer preso por ter bons antecedentes, ser primário e ter residência fixa, mas o juiz alegou que ele poderia interferir no depoimento de testemunha e para manter o bom andamento do inquérito, decidiu manter Castijo preso na cadeia pública de Estrela d'Oeste.  Castijo foi preso na noite de terça-feira, 6, depois de denúncia feitas por familiares de Maria Aparecida. O casal, que morava num sítio de Pedranópolis, a 563 km de São Paulo, tem duas filhas, uma de 16 anos e outra de 4 anos. Maria Aparecida era impedida de sair do sítio e agredida, além de sofrer ameaças de morte. Ela também era colocada para trabalhar em serviços pesados, o que fez a polícia autuar Castijo também por ameaças e por submeter pessoa a condições análogas à escravidão.

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