Acusado de mandar matar herdeiro do Hospital 9 de Julho pega 19 anos

Wagner Alves era gestor das fazendas da família de João Carlos Ganme, assassinado com 37 facadas em 1999

MARCELO GODOY, O Estado de S.Paulo

20 Abril 2012 | 03h03

O 1.º Tribunal do Júri de São Paulo condenou ontem a 19 anos de prisão o advogado Wagner Meira Alves, acusado de ser o mandante do assassinato do empresário João Carlos Ganme, um dos herdeiros do Hospital 9 de Julho, no centro de São Paulo. Ganme foi morto com 37 facadas em seu escritório, na Rua Augusta, em outubro de 1999. Outros quatro acusados de participação no crime já foram condenados. Cabe recurso da decisão judicial.

"Ficou claro que João Carlos foi morto porque atrapalhou os negócios de Alves, inclusive os ligados ao tráfico de drogas", afirmou o criminalista Alberto Zacharias Toron, que foi assistente de acusação no caso. Toron lembrou aos jurados que o réu já foi condenado em outro processo criminal a 8 anos de prisão por tráfico de drogas depois de ter sido investigado em uma operação da Polícia Federal.

Para matar o empresário, os assassinos simularam um roubo. O julgamento do acusado durou dois dias. O advogado alegou inocência. O juiz Marcelo Oliveira autorizou que o réu aguarde o julgamento de seu recurso contra a sentença em liberdade.

Os jurados entenderam que ele cometeu um homicídio triplamente qualificado - porque o motivo do crime seria torpe, o meio empregado, cruel e porque os criminosos não deram chance de defesa à vítima, que foi amarrada antes de ser esfaqueada.

Motivo. Segundo a acusação, Alves pagou R$ 120 mil pela morte de Ganme após ele descobrir que o advogado, que administrava as fazendas de sua família, desviava gado e madeira de uma das propriedades. Na época do crime, Ganme tinha 39 anos, era casado e tinha um filho de 2 anos.

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