Acusado de atropelar jovens se apresenta e é liberado em SP

Uma das vítimas morreu e outra está em coma; discussão com travesti teria motivado o crime, ocorrido em maio

Ricardo Valota, da Central de Notícias,

05 de agosto de 2009 | 07h41

O jovem Paulo César de Oliveira Carneiro, de 19 anos, acusado pelo atropelamento de dois jovens no dia 30 de maio, no Jardim Marajoara, zona sul de São Paulo, se apresentou nesta terça-feira, 4, no 99º Distrito Policial (Campo Grande), ao lado de seu advogado, que conseguiu sua liberação por meio de um habeas-corpus. Dois dias após o atropelamento, Paulo César teve a prisão preventiva decretada pela Justiça.

 

O atropelamento, ocorrido no cruzamento entre as ruas Doutor Ferreira Lopes e Olavo Bilac, matou o estudante Rafael Gomes de Freitas e feriu gravemente Vinicius Elias Mauri, ambos de 22 anos. Mauri permanece em coma no Hospital Santa Marina.

 

O Ministério Público de São Paulo denunciou Carneiro por homicídio doloso, - quando há a intenção de matar -, qualificado por motivo fútil. De acordo com a investigação, antes de atropelar Rafael e Vinícius, o jovem teve uma discussão com o travesti O. V. A., que teria danificado o para-brisa do Corsa de Oliveira.

 

Na sequência, o rapaz estacionou o Corsa próximo às vítimas e perguntou a Rafael e Vinícius se eles tinham visto o travesti. Segundo a denúncia, diante da resposta negativa, Carneiro fez a volta no quarteirão e, ao perceber que os jovens atravessavam a rua, acelerou o carro, os atropelou e fugiu do local sem prestar socorro. O carro usado no atropelamento foi localizado no dia seguinte na garagem de um amigo do acusado.

 

O veículo estava com danos na lataria e tinha o vidro quebrado. Pai e filho que cederam a garagem para que o Corsa fosse guardado disseram à policia que não sabiam do atropelamento. Segundo eles, Carneiro primeiro disse que havia sofrido um acidente, depois relatou outra história.

 

Na segunda versão dada às testemunhas, Carneiro teria dito que parou o carro na Avenida Nossa Senhora do Sabará, também na zona sul da cidade, para encontrar uma garota de programa. Dentro do carro, ele teria descoberto que se travava de um travesti que o forçou a dirigir até a Rua Carlos Gomes. Foi lá que o carro teria sido danificado por travestis. Na fuga, Carneiro alega que não teria percebido o atropelamento.

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