Tiago Queiroz/Estadão
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Acusadas de esquartejar motorista são condenadas em SP

Corpo da vítima foi encontrado em Higienópolis e na Sé, em 2014; das três mulheres, apenas uma foi condenada por homicídio.

Vitor Tavares, O Estado de S. Paulo

01 de abril de 2016 | 08h32

 

SÃO PAULO - A Justiça de São Paulo condenou, no fim da noite desta quinta-feira, 31, as três mulheres acusadas de participar do esquartejamento do motorista Álvaro Pedroso, de 55 anos, em março de 2014. Na época, partes do corpo da vítima foram encontradas no bairro de Higienópolis e na Praça da Sé, no centro de São Paulo.

A garota de programa Marlene Gomes foi condenada a 19 anos e 10 meses de reclusão, por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver. Ela foi absolvida do crime de fraude processual. As outras duas acusadas, Francisca Aurilene Correia da Silva e Marcia Maria de Oliveira, foram condenadas por ocultação de cadáver, a 1 ano de reclusão, em regime aberto. As duas foram absolvidas da prática de homicídio e fraude processual.

O julgamento, conduzido pela juíza Débora Faitarone, teve início na quarta-feira, 30, no Fórum Criminal da Barra Funda, na zona oeste de São Paulo.

Crime. O motorista Álvaro Pedroso foi assassinado em 22 de março de 2014. As três mulheres foram flagradas por câmeras de segurança transportando carrinhos de feira com os pedaços do corpo da vítima e deixando-os  em diferentes pontos da capital. A cabeça da vítima foi encontrada em um saco plástico, na Praça da Sé.

Em depoimento à polícia na época, Marlene revelou ter se relacionado com o motorista como amante por sete anos. A mulher alegou que sofria "sadismo sexual" da parte da vítima, além de ameaças de morte a uma filha, que não teve a idade divulgada, caso se recusasse a atendê-lo.  Na denúncia realizada pelo Ministério Público, Marlene cometeu o crime por não aceitar o fim do relacionamento com Pedroso.

Segundo o inquérito policial, as acusadas combinaram um esquema para embriagar e atacar Pedroso em um quarto de hotel, na Rua dos Andradas, no centro, que era usado para programas. Ele foi morto no banheiro do quarto. Segundo as investigações na época, Márcia foi a primeira a atacar o motorista, seguida por Francisca e Marlene. Só a amante, entretanto, teria esquartejado o corpo, enquanto Márcia observava o ato. Francisca se sentiu mal e teria deixado o local. 

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