Acusação quer novo júri para Carla Cepollina

O Ministério Público e a família do coronel Ubiratan Guimarães vão tentar anular o julgamento que inocentou sua namorada, Carla Cepollina, de 47 anos, da acusação de matá-lo, em setembro de 2006. Vicente Cascione, que atuou no caso como assistente de acusação, afirmou que um recurso será apresentado hoje.

ADRIANA FERRAZ, O Estado de S.Paulo

09 de novembro de 2012 | 02h01

O pedido tem o apoio do MP. O promotor de Justiça João Carlos Calsavara informou ontem que também vai tentar modificar a sentença. O argumento terá base em três supostas falhas: absolvição contrária às provas dos autos, cerceamento da acusação e nulidade processual.

Coronel da reserva da Polícia Militar, Ubiratan Guimarães foi encontrado morto na sala de seu apartamento nos Jardins, zona sul, com um tiro no abdome. Depois disso, apenas Carla foi apontada como suspeita do crime.

"Se o Tribunal de Justiça acolher o recurso da acusação, temos a possibilidade ainda de ir a Brasília para impedir um novo júri", afirmou Eugênio Malavasi, assistente da defesa. Mas, como as provas não serão alteradas, o defensor acredita que as chances de novo julgamento são improváveis. Ele ainda ressalta que Carla já chegou a ser impronunciada por falta de provas.

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