Acusação não deu chance para a defesa

Análise: Luiz Flávio Gomes

É JURISTA, PROFESSOR DE DIREITO, O Estado de S.Paulo

17 de fevereiro de 2012 | 03h01

O conjunto de provas apresentado pela defesa de Lindemberg não transmitiu credibilidade suficiente para desmontar a tese da acusação. A Promotoria foi mais clara ao mostrar uma linha do tempo aos jurados, que comprovou que foram efetuados quatro disparos no dia do desfecho, todos após a explosão da porta.

A apresentação de laudos periciais, como o que comprova que os projéteis que atingiram as vítimas Eloá e Nayara saíram da arma do acusado, passaram confiança aos jurados. Já a defesa não foi convincente ao tentar transformar as acusações dolosas (quando há intenção) em culposas (quando não há). Resumindo, a tese da Promotoria foi embasada em provas e a tese da defesa, apenas em argumentos.

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