Acusação de privilegiar identificação é sem fundamento, diz IML

Familiares das vítimas do vôo 3054 cobram agilidade dos responsáveis pelo reconhecimento dos corpos

Andréia Sadi, do estadao.com.br,

22 de julho de 2007 | 21h54

O Instituto Médico Legal (IML) respondeu neste domingo, 22, às acusações de familiares das vítimas do vôo 3054 e disse que elas são "sem fundamento". "O Instituto não vai polemizar com essas famílias, que estão profundamente abaladas, mas as acusações de privilégio a vítimas 'conhecidas' são profundamente descabidas", disse a assessoria do instituto ao estadão.com.br.   Veja também:       Parentes acusam IML de identificar só pessoas mais conhecidas   Lista de vítimas do acidente do vôo 3054  O local do acidente  Quem são as vítimas do vôo 3054  Histórias das vítimas do acidente da TAM  Galeria de fotos  Opine: o que deve ser feito com Congonhas?  Cronologia da crise aérea  Acidentes em Congonhas  Vídeos do acidente  Tudo sobre o acidente do vôo 3054   Neste domingo, cerca de cem familiares e amigos de pelo menos quatro vítimas do vôo 3054 fizeram uma manifestação no saguão do Aeroporto Salgado Filh, em Porto Alegre,  para cobrar agilidade dos responsáveis pelo reconhecimento dos corpos que estão no IML de São Paulo e denunciar o que qualificam como descaso das autoridades e da TAM diante da tragédia que pode ter matado quase 200 pessoas, na terça-feira passada.   O secretário de Segurança Pública, Ronaldo Marzagão, esteve no último sábado no hotel Blue Tree Towers, onde estão hospedados familiares das vítimas e conversou com parentes bastante ''emocionados'', como descreveu o assessor. " Não se pode considerar o argumento de alguém nesta situação, é natural a revolta mas não tem base alguma".   A assessoria nega o suposto privilégio do IML a "pessoas conhecidas", e diz que algumas vítimas, como o deputado Julio Redecker (PSDB), foi identificado por conta de um relógio no pulso que estava intacto.   Quanto a recusa em aceitar médicos e dentistas pessoais das vítimas para auxiliar na identificação, o IML informou que a ajuda desses profissionais é mais que bem vinda, mas não na identificação, pois eles não são legistas.   " É claro que um dentista ou médico de uma das vítimas é útil, ele poder trazer informações que nós (IML) não temos. Mas não podem ajudar na identificação, isso é trabalho para legista, não dentista".

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