'Aconteceu o esperado', diz promotor sobre decisão da Justiça

Francisco Cembranelli comemorou o acatamento da denúncia e a prisão preventiva do casal Alexandre e Anna

Carolina Freitas, Agência Estado

07 de maio de 2008 | 20h25

O promotor de Justiça Francisco Cembranelli comemorou a decisão do juiz Maurício Fossen em acolher a denúncia e pedir a prisão preventiva, nesta quarta-feira, 7, de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, indiciados pela morte da menina Alexandre Nardoni. "Aconteceu o esperado. A Justiça foi sensível às ponderações do Ministério Público e das autoridades policiais", comentou. VEJA TAMBÉMVeja a conclusão da Justiça contra denúncia ao casal Nardoni'Nada muda' na defesa do casal Nardoni, dizem advogadosDefesa duvida de prisão preventiva de casal NardoniFotos do apartamento onde ocorreu o crime  Cronologia e perguntas sem resposta do caso  Tudo o que foi publicado sobre o caso Isabella   Cembranelli disse que o casal deve ser interrogado no dia 28. O promotor disse estar confiante de que a prisão decretada hoje será mantida até o julgamento de Alexandre e Anna Carolina. "Desta vez, o desembargador deve negar o habeas corpus porque há provas robustas e elementos fortes.A situação mudou muito", avaliou. O promotor voltou a afirmar que a prisão de Alexandre e Anna Carolina garantirá mais rapidez no andamento do processo e disse que "se estivessem soltos eles teriam acesso a todos os recursos protelatórios possíveis". Na opinião do promotor, o clamor popular colaborou para a aceitação do pedido de prisão preventiva e a voz da sociedade também será importante no julgamento do casal que, na opinião, será através de júri popular. "Tenho absoluta certeza de que a sociedade, numa data não tão distante, será chamada para dar um veredicto ao caso compatível com o interesse social". Informado sobre a presença de um grande número de pessoas em frente ao apartamento dos pais de Anna Carolina, onde a polícia montou uma operação para levar o casal preso, Cembranelli pediu cautela. "Peço por favor que as pessoas contenham sua ansiedade e confiem na Justiça", afirmou.

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