Ações podem ser fim da trégua anterior à eleição

Pacificação de morros e a sensação de segurança no entorno das UPPs foram as bandeiras do governador reeleito

Alfredo Junqueira / RIO, O Estado de S.Paulo

25 de novembro de 2010 | 00h00

Mais do que reação às Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), os episódios de violência podem ser resultado do fim de uma espécie de trégua informal que perdurou no período eleitoral entre as quadrilhas criminosas e as forças de segurança do Rio. Essa é uma das hipóteses aventadas por pesquisadores e especialistas ouvidos ontem pelo Estado.

A pacificação de comunidades e a sensação de segurança em bairros de classe média no entorno das UPPs foram as principais bandeiras eleitorais do governador Sérgio Cabral (PMDB) - reeleito com a maior votação já recebida por um candidato no primeiro turno no Rio.

"Alguma coisa aconteceu sim, porque as UPPs foram fundamentais para o sucesso do governador. Não que ele tenha participado de conversas, mas isso pode ter sido feito por intermediários que também se beneficiaram", disse a professora de Criminologia da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Uni-Rio) Elizabeth Sussekind. Para a coordenadora do Núcleo de Estudos em Criminologia e Direitos Humanos da Universidade Federal Fluminense (UFF), Edna del Pomo, a esperança de que toda a violência seria resolvida com as UPPs levou parte da sociedade a acreditar numa solução "simplista" e refletiu na votação elevada de Cabral. Já o pesquisador da Universidade do Estado do Rio de Janeiro Doriam Borges discorda que a reação tenha conotação política. / COLABOROU BRUNO BOGHOSSIAN

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