Ações individuais criam as diferenças

Análise: Carlos Bocuhy

É DO CONSELHO NACIONAL DO MEIO AMBIENTE, O Estado de S.Paulo

11 de maio de 2012 | 03h11

Não existe uma política pública metropolitana para a destinação dos resíduos sólidos. Essa ausência pode ser notada na diferença de índice de coleta entre os bairros paulistanos.

Há maior índice de coleta em locais onde há mais iniciativas individuais. Essa maior incidência de reciclagem acontece em bairros com melhores índices educacionais, onde há mais preocupação ambiental. Já os locais com pior índice de educação também enfrentam maiores problemas de degradação.

A lei que estabelece a Política Nacional de Resíduos Sólidos foi sancionada no ano passado. No entanto, a comissão para implementação dessa política não prevê sequer a participação da sociedade civil. Existe uma carta de intenções, mas não se coloca a mão na massa.

Entre as metas estabelecidas no ano passado está acabar com lixões e criar o envolvimento do setor privado para que a produção se adapte ao modelo de sustentabilidade. Com isso, se estabeleceria a responsabilidade do produtor pela vida útil do produto, cabendo a quem lucra também a destinação final.

Atualmente, as cooperativas também têm papel importante na reciclagem do lixo. Essa prática deveria ser estendida o máximo possível, com apoio do poder público.

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