Ações da Prefeitura são focadas nos motociclistas profissionais

Embora a pesquisa mostre que os motoboys são minoria entre os feridos graves que passam pelo Instituto de Ortopedia do Hospital das Clínicas, ações mais recentes do poder público são voltadas para a regulamentação da atuação desses profissionais.

, O Estado de S.Paulo

23 de junho de 2010 | 00h00

Para o Sindicato dos Motoboys de São Paulo (Sindimotosp), a categoria investe em cursos de segurança e a profissão é regulamentada por lei municipal. Juntas, essas medidas contribuiriam para a redução de acidentes entre os profissionais.

"Nossa categoria está meio que encaminhada. Mas falta entendimento do assunto por parte das pessoas que criam as regras", diz o presidente da entidade, Gilberto Almeida dos Santos. Ele se refere às prometidas restrições ao trânsito de motos na Avenida 23 de Maio e nas Marginais do Tietê e do Pinheiros - as mais perigosas da capital.

A lei citada pelo sindicalista é a 14.491/07, que obriga motociclistas que desejam trabalhar como motoboys a fazer um cadastro na Prefeitura e se submeter a um curso de 20 horas de duração. Com a lei, as empresas de motofrete seriam fiscalizadas. A norma obriga o uso de itens de segurança especiais, como antena contra linha de pipas com cerol no guidão, grade do tipo "mata-cachorro" nas laterais, capacete e coletes diferenciados. Questionada sobre a aplicação da lei, a Prefeitura não respondeu até a noite de ontem. / B.R.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.