Acidentes de trânsito matam mais que homicídio em São Paulo

Óbitos no volante ficam em 1.º lugar nas causas de morte não natural no Estado, segundo boletim da Seade

Priscila Trindade, Central de Notícias

10 Março 2010 | 16h06

Os acidentes de trânsito superaram o índice de homicídios e assumiram a liderança das causas de morte não natural no Estado de São Paulo, nos anos de 2007 e 2008. Os homicídios ocuparam esse posto durante mais de 20 anos. Segundo boletim SP Demográfico divulgado nesta quarta-feira, 10, pela Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade), em média, 20 pessoas morreram por dia em acidentes durante o transporte.

 

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Além do aumento no número de óbitos no trânsito a partir de 1993, houve expressiva redução nos homicídios na última década. O ápice de mortes por acidentes foi registrado entre 1996 e 1997, quando morreram em média 25 pessoas por dia em todo o Estado. De acordo com a Seade, nos últimos 20 anos, os acidentes durante o transporte mataram 149.911 pessoas, o equivalente à população de um município do porte de São Caetano do Sul, no Grande ABC.

Os dados do boletim apontam que os acidentes envolvendo motocicletas impedem a redução da taxa de mortalidade no trânsito. Entre 1996 e 2008, a taxa de mortalidade em decorrência de acidentes com motocicleta, aumentou de 0,2 para 3,4 óbitos por cem mil habitantes.

Já a taxa de mortalidade em atropelamentos diminuiu de 10,1 para 5,1 óbitos por cem mil habitantes. Os demais acidentes envolvendo automóvel, ônibus, veículo de carga pesada e caminhonete também registraram queda de 15,3 para 9,5 óbitos por cem mil habitantes.

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