Ayrton Vignola/AE
Ayrton Vignola/AE

Acidente no Playcenter fere ao menos oito em SP

Segundo informações iniciais dos bombeiros, da PM e de crianças que estavam no local, a trava do brinquedo Double Shock abriu e os ocupantes caíram

Renato Machado, Márcio Pinho, Rodrigo Brancatelli e Plínio Delphino/SÃO PAULO, O Estado de S.Paulo

03 de abril de 2011 | 20h46

Acidente por volta das 18h deste domingo, 3, no parque de diversões Playcenter, na Barra Funda, zona oeste de São Paulo, deixou pelo menos oito feridos. Segundo informações iniciais dos bombeiros, da Polícia Militar e de crianças que estavam no local, a trava do brinquedo Double Shock abriu e os ocupantes caíram.

 

O brinquedo tem duas gôndolas que giram e balançam 360 graus e em sentido horário e anti-horário, a uma altura de 12 metros. A trava de segurança vem das costas e fecha na altura da cintura. Em uma das fileiras do Double Shock, esse equipamento abriu, o que fez com que as pessoas caíssem de uma altura de cerca de sete metros.

 

Segundo o Samu, foram enviadas dez ambulâncias para a Rua José Gomes Falcão, onde fica o parque. Sete feridos foram levados ao Hospital Metropolitano, na zona oeste, e uma mulher de 30 anos com ferimento na cabeça foi para a Santa Casa de Misericórdia, na área central. No momento do acidente, houve uma grande correria das crianças. O brinquedo foi isolado e o Playcenter, fechado, com as pessoas sendo obrigadas a se retirar imediatamente. Até o início da noite, no entanto, centenas de crianças ainda esperavam no estacionamento do Playcenter para pegar o ônibus que levava até o metrô Barra Funda

 

A vendedora Kamyla Marques, de 21 anos, esperava por volta das 20 horas por notícias de quatro amigos que haviam sofrido o acidente. Ela também estava no brinquedo no exato momento da pane, mas sua trava de segurança não abriu. “A gente não sabe de nada, colocaram todos para fora sem dar satisfação”, diz ela. “Só sabemos que são nossos amigos porque eles estavam no brinquedo na hora do acidente, e uma outra colega viu um deles com a cabeça sangrando.”

 

A autônoma Cione Ramos, de 34 anos, disse que tentou duas vezes ir no brinquedo, mas que ele esteve momentaneamente fechado para manutenção técnica. “Foi uma bênção de Deus, poderia ter sido eu”, diz ela, que foi ao Playcenter com dois filhos e amigos

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