Acidente na Avenida Europa: 'Deu uma cãibra e ele apagou'

Irmã de administrador que entrou na contramão, bateu em três carros e feriu uma mulher diz que ele não havia bebido

Entrevista com

O Estado de S.Paulo

15 Outubro 2011 | 03h03

Irmã do administrador Guilherme de Alcântara Oliveira, de 48 anos, motorista que, com um Peugeot 206 provocou um acidente envolvendo três carros na Avenida Europa, na zona sul, na noite de quarta-feira, a advogada Beatriz de Alcântara Oliveira, de 41 anos, nega que ele estivesse bêbado e que tenha trafegado na contramão, como afirma a polícia. Segundo ela, Guilherme passou mal enquanto dirigia e perdeu o controle do carro. O advogado continua internado no Hospital São Luiz, no Morumbi, e pagou R$ 30 mil ontem para responder à acusação de tentativa de homicídio doloso em liberdade.

Como foi o acidente?

O Guilherme havia saído do clube (Paulistano), onde ficou fazendo musculação por três horas. Ele faz caratê. Ele não se alimentou muito bem, mas saiu e ia para casa. Foi quando passou mal na Avenida Europa. Ele tem cãibras com uma certa frequência. Uma hora, deu uma tão forte que ele apagou.

Ele não se lembra da batida?

Ele acordou depois do acidente e me ligou. Quando eu cheguei, uma policial muito impertinente ficou pedindo o documento do carro. Aquilo foi me irritando. Na quinta vez, eu falei: 'escuta, você não está vendo que eu estou cuidado do meu irmão?' Fiquei até a 1h no local esperando para saber se o delegado faria perícia. Na delegacia, a policial disse que a moça (de um dos carros envolvidos no acidente) estava em estado gravíssimo. Foi de uma impertinência total. E foi tudo precipitado. O delegado, com base nas informações dela, decretou a prisão.

Vocês atribuem o indiciamento a essa postura da PM?

A única pessoa que falou que ele estava alterado foi a polícia. Ele teve um mal súbito. A gente acha que, ou foi um efeito colateral do remédio ou fez muito exercício e não se alimentou. Ele tem uma doença chamada síndrome no nervo vago, já desmaiou em outras ocasiões. Não estou dizendo que é culpa da polícia. Mas acho que eles se precipitaram.

Mas ele não bebeu nada?

Não. Um amigo do clube disse que eles estavam bebendo quando o Guilherme apareceu. E ele falou que não beberia porque está tomando remédio. / B.R.

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