Acidente em Congonhas cancela vôos e pára operações no Rio

Avião saiu da pista e bateu em mureta após tentar abortar decolagem; três tripulantes tiveram ferimentos leves

da Redação, estadao.com.br

03 de setembro de 2008 | 19h30

A derrapagem de um bimotor no Aeroporto de Congonhas provocou o fechamento por mais de uma hora do Aeroporto Santos Dumont, no centro do Rio. O Santos Dumont opera prioritariamente a ponte-aérea Rio-São Paulo e, entre 14h45 e 15h55 não houve pousos ou decolagens devido à suspensão de operações no aeroporto paulista. No Rio, os saguões ficaram lotados de passageiros, mas não houve confusão. Até às 19 horas, o Santos Dumont tinha oito vôos cancelados e nove atrasados. Em Congonhas, a situação era pior, com 27 vôos cancelados e nove com atrasos superiores a uma hora.  Veja também:Ocupantes de bimotor sofreram ferimentos leves, diz secretariaApós acidente, acesso à Bandeirantes é fechado Congonhas não terá mais vôos internacionaisAs imagens do acidente com o bimotor  Especial sobre a crise aérea  Todas as notícias sobre a crise aérea  Congonhas deve ser fechado definitivamente?   Os três tripulantes foram encaminhados a um hospital de São Paulo com ferimentos leves. O acesso do Aeroporto de Congonhas às avenidas Bandeirantes e Washington Luís foi interditado. A aeronave bateu de bico na mureta que separa o gramado da Avenida Washington Luís. Arte estadao.com.br  O avião de modelo King Air, prefixo PT-PAC, saiu da pista quando tentava decolar. A aeronave tinha três tripulantes, que tiveram ferimentos leves, e seguia para São José dos Campos, segundo informações da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero). Às 16h16 aeronave atravessou o gramado da cabeceira da pista e parou na mureta que separa o aeroporto da Avenida Washington Luís. A pista principal ficou fechada até às 16h16 para pousos e decolagens e a auxiliar retomou as operações às 15h37. Outros acidentes  O histórico de aeronaves que derrapam provocando problemas no Aeroporto de Congonhas é grande. Alguns deram origem à tragédias, como aconteceu com o vôo da TAM em julho do ano passado, e outros deram apenas um susto nos passageiros e população. O que quase todos têm em comum é uma coisa: a pista molhada. Em janeiro de 2003, o jatinho do deputado Waldemar Costa Neto derrapou na cabeceira do aeroporto e caiu na rua. Cerca de um ano depois, em março, outro jatinho perdeu a direção e parou em buraco na cabeceira de Congonhas. Alguns anos mais tarde, em março de 2006, um avião da BRA pousou na pista molhada de Congonhas. A aeronave perdeu o controle, ziguezagueou e invadiu o gramado que beira o fim da pista. Por poucos metros, acabou não caindo na Avenida Washington Luis. Os 115 passageiros que vinham de Salvador (BA) não tiveram ferimentos. Em outubro do mesmo ano, um Boeing 737-300 da Gol, vindo de Cuiabá (MT) com 122 passageiros e 6 tripulantes, deslizou para o lado direito e parou no canteiro, entre a pista principal e a auxiliar, por causa do excesso de água no piso. A pista de Congonhas ficou fechado por cerca de uma hora, dias após o acidente com outra aeronave da Gol, que deixou 154 mortos. Neste acidente, ninguém ficou ferido. Cerca de um mês depois, um jato particular derrapou na pista sem deixar feridos. Mas a pista principal do aeroporto ficou fechada por quase uma hora, o que, com o caos aéreo que o País vivia, causou atrasos nos vôos durante todo o dia em Congonhas. No início de 2007, os 130 passageiros do vôo 2438 da Varig, passaram por um susto, quando o avião aterrissava em Congonhas. O piloto foi obrigado a fazer uma freada brusca devido ao alagamento da pista principal. Após o incidente, narrado pela Aeronáutica como uma simples derrapagem do Boeing 737-300, a pista foi interditada por uma hora para vistoria. No dia 16 de julho daquele ano, primeiro dia de chuva constante em São Paulo após a entrega da reforma da pista principal do Aeroporto de Congonhas, um avião modelo ATR-42, da empresa Pantanal, derrapou e foi parar na grama. As operações foram interrompidas por 20 minutos no local. Ninguém ficou ferido e, depois, ficou constatado que o acidente ocorreu por conta do excesso de água na pista.  Um dia depois, um Airbus A320 da TAM não conseguiu parar, atravessou a pista e a Avenida Washington Luiz e bateu em um prédio da companhia aérea e em um posto de gasolina do outro lado da avenida. O acidente, com 199 mortos, foi o maior da aviação brasileira e agravou a crise aérea. (Com informações de Talita Figueiredo, de O Estado de S. Paulo)

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