Acidente da TAM: 7 famílias ainda não foram indenizadas

A queda do Airbus A320 da TAM no Aeroporto de Congonhas, zona sul de São Paulo, completa hoje três anos sem que fossem apontados os culpados pelo acidente no qual morreram 199 pessoas. Sete famílias das vítimas ainda não chegaram a acordo e não receberam indenização.

Elvis Pereira, O Estado de S.Paulo

17 de julho de 2010 | 00h00

A expectativa do Ministério Público Federal (MPF) em São Paulo é analisar os inquéritos preparados pelas Polícias Civil e Federal e definir uma posição sobre o caso até o fim do ano.

O procurador Rodrigo de Grandis, responsável pelo caso, não se manifestará até lá, segundo a Assessoria de Imprensa do MPF. No total, os dois inquéritos somam cerca de cinco mil páginas, divididas em 113 volumes. O MPF ressaltou que "é preciso avaliar cuidadosamente as provas colhidas no inquérito, o que leva tempo".

Grandis tem nas mãos dois documentos distintos. O inquérito da Polícia Civil, concluído em novembro de 2008, indiciou dez pessoas pelo acidente, entre funcionários da TAM, Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), por atentado contra a segurança do transporte aéreo. Mais tarde, a Justiça suspendeu o indiciamento.

A Polícia Federal concluiu sua apuração em outubro de 2009 e culpou duas pessoas pela tragédia: os comandantes do voo 3054, Kleber Lima e Henrique Stefanini Di Sacco. Para a PF, os dois manusearam os manetes erroneamente.

Também em outubro do mesmo ano, o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) anunciou que uma série de fatores contribuiu para que o Airbus A320 atravessasse a pista de Congonhas.

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