'Achei que minha hora tinha chegado'

"Estava sentada dentro do trem, indo trabalhar, no penúltimo vagão, ou seja, bem perto de onde aconteceu a batida. No choque, fui jogada, batendo a lateral direita do peito em uma das barras de metal que a gente usa para se segurar. Um senhor que estava ao me lado capotou por cima de mim e tenho a impressão de que ele caiu para fora do trem. Depois, vi que ficou com um machucado enorme na cabeça, do lado esquerdo, perto da testa. Reparei que ele estava sangrando muito. O trem estava relativamente cheio, com pessoas em pé.

O Estado de S.Paulo

19 de dezembro de 2012 | 02h04

Muita gente "voou" com a batida do trem. As portas ainda não haviam sido fechadas e, depois do impacto, teve muita gritaria do lado de dentro e de fora. Nessa hora, chorei. Achei que ia morrer, que minha hora tinha chegado. Um rapaz veio me acudir. Ele também estava machucado, com o nariz sangrando. Fui colocada em um banco, onde esperei o resgate, que demorou uns 40 minutos. Passei a sentir muita dor.

Por sorte, os pinos e a prótese que tenho na perna direita não foram atingidos. Eles foram colocados depois de um acidente de moto. Fui trazida para a Santa Casa, já são quase 14h e ainda não fui avaliada por um médico. Agora, só estou tomando dipirona para a dor."

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