Werther Santana/ Estadão
Werther Santana/ Estadão

'Achei que fosse bombinha de brincadeira', diz aluna que estava em escola invadida por atiradores

Duas pessoas entraram na escola Raul Brasil, em Suzano, e atiraram contra alunos e funcionários

Isabela Palhares, O Estado de S.Paulo

13 de março de 2019 | 12h16

SÃO PAULO - "Estava saindo do banheiro quando ouvi um barulho de explosão, mas achei que fossem os meninos brincando de atirar bombinha. Eles sempre fazem isso. Mas ouvi outras dez, quinze explosões e então percebi que eram tiros", conta Maria Paula Guimarães de Lima, de 16 anos, que estuda e estava na escola estadual Raul Brasil, em Suzano, durante o ataque. 

Segundo a estudante, antes de ir ao banheiro, ela tinha ido à secretaria da escola, onde os atiradores começaram a atirar. "Quando percebi que eram tiros de verdade e ouvi os professores gritando, voltei para o banheiro para me proteger. Havia umas dez pessoas se escondendo comigo, nós ficamos rezamos, pedindo para viver", conta a estudante. 

Ela diz acreditar que ficou entre 30 e 40 minutos dentro do banheiro e só saiu do esconderijo minutos após os tiros cessarem. "A gente não sabia o que estava acontecendo. Eu peguei meu celular e liguei pra polícia e só saí de lá quando senti que não havia mais perigo", conta. 

Maria Paula diz que a escola tinha algumas brigas entre alunos, mas "nada sério", e que tenha chegado à direção. "Eu estudo aqui há dois anos, nunca imaginei que isso pudesse acontecer. Eu gosto da minha escola, dos meus amigos, nunca pensei que alguém pudesse querer nos machucar", contou a jovem, que estava do lado de fora da unidade, acompanhada da mãe.

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