Fabio Motta/AE
Fabio Motta/AE

Achados arqueológicos vão para palacete no centro do Rio em 2012

Iphan prepara estrutura para receber milhares de itens e dar aulas sobre patrimônio; novo museu está orçado em R$ 9 mi

Felipe Werneck / RIO, O Estado de S.Paulo

15 Julho 2011 | 00h00

Para guardar milhares de vestígios arqueológicos encontrados no Estado do Rio, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) planeja inaugurar, em 2012, um Centro de Arqueologia no centro carioca.

O Estado tem 962 sítios registrados e 140 projetos em andamento. O mais antigo é o Sambaqui de Camboinhas, com mais de 7 mil anos, localizado na Praia de Itaipu, em Niterói. Só nas obras do Complexo Petroquímico do Rio (Comperj), em Itaboraí, foram identificados 41 sítios.

"A demanda é gigantesca. Não existe mais lugar nas instituições de pesquisa para guardar as coleções", diz Rosana Najjar, assessora de arqueologia do Iphan no Rio. Ela recebe a reportagem após uma reunião com responsáveis pela duplicação da BR-101 - o motivo é a exigência, feita pelo instituto, de pesquisas arqueológicas. Regina trabalha em uma sala repleta de estantes de ferro com caixas que guardam 44 coleções de vestígios do passado. São cerca de 15 mil itens, que terão um novo destino.

O Centro de Arqueologia vai ficar no palacete centenário da Praça da República, 22. Fechado desde 1974, ele já abrigou o Instituto de Eletrotécnica e a Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Quando as obras de reforma começaram, há um ano, a ideia era instalar ali uma Casa do Samba, em parceria com a prefeitura, mas esse projeto migrou para o prédio do antigo Automóvel Club, na Rua do Passeio.

O superintendente do Iphan no Rio, Carlos Fernando Andrade, diz que a reforma e montagem é orçada em R$ 9 milhões. "Falta um espaço no Rio onde o cidadão consiga compreender o processo histórico." A ideia é receber escolas e deixar à mostra o processo de análise. Laboratórios e reserva técnica poderão ser visitados. Para Rosana, um dos principais focos será a educação patrimonial. "Não se ensina arqueologia em lugar nenhum. Vamos começar da estaca zero."

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