Acervo sobre João Cândido está disperso, diz especialista

O acervo sobre João Cândido é vasto, mas está disperso, aponta o jornalista Fernando Granato, autor de um livro sobre o marinheiro. Há fotografias na Biblioteca Nacional, documentos no Museu da Marinha e até bordados com motivos náuticos feitos pelo "almirante negro" quando esteve preso na Ilha das Cobras.

, O Estado de S.Paulo

18 de novembro de 2010 | 00h00

Entre os documentos pesquisados no Museu da Marinha, Granato destaca a ficha do marinheiro no Hospital dos Alienados, onde João Cândido foi internado em abril de 1911, seis meses depois da revolta, "sofrendo de astenia cerebral, com melancolia e episódios delirantes".

"É importantíssimo um museu como esse para preservar a memória de João Cândido. Eu o considero o primeiro herói do século 20", diz Granato. "Infelizmente, as coisas com ele vêm muito lentas. A anistia, por exemplo, só foi concedida em 2008."

Teatro. No próximo sábado, às 17h, o grupo de teatro Tuov faz uma encenação com entrada gratuita sobre os 100 anos da Revolta na Associação Brasileira de Imprensa (ABI), no Rio (Rua Araújo Porto Alegre, 71, centro). Fruto de extenso trabalho de pesquisa, a peça reproduz roupas e canções da época. Mais informações pelo telefone da ABI: (21) 2282-1292.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.