Acervo de clube conta história do Tietê

Enquanto não decola o Arco Tietê, projeto da Prefeitura que promete revitalizar a região da Marginal do Tietê com a construção de 75 mil unidades habitacionais, uma relação mais próxima entre os paulistanos e o mais famoso rio de São Paulo só está presente em lembranças e fotografias antigas.

BRUNO DEIRO, O Estado de S.Paulo

22 de setembro de 2013 | 02h15

O Clube Esperia, um dos diversos centros esportivos que prosperaram à beira do rio no século passado, é dono de um rico acervo, que registrou o modo como São Paulo foi se distanciando das águas do Tietê. O historiador do clube, André Fraccari, guarda imagens e troféus marcantes desse processo.

Responsável pelo acervo há 24 anos, ele tem catalogadas centenas de fotos que mostram o rio como um local de recreação dos paulistanos. Nos anos 40, porém, as memórias ganharam um tom sombrio. "Na última grande travessia de natação no rio, em 1944, o João Havelange contraiu tifo negro nas águas", lembra Fraccari, em referência ao ex-nadador e presidente da Fifa entre 1974 e 1998.

Em 1972, o evento que marcou o fim das competições de regata foi chamado "Despedida do Rio Tietê". O próprio clube teve parte da sede desapropriada para dar lugar às avenidas que margeiam o rio. "A Marginal matou de vez o Rio Tietê em São Paulo", diz Fraccari.

O projeto Arco Tietê é a aposta para reaproximar o paulistano do rio. Ainda sem data para sair do papel, a maioria das 17 propostas aprovadas prevê mais parques e áreas de lazer.

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