Acervo de banqueiro está exposto

Acervo de Edemar Cid Ferreira conta com mais de 8 mil objetos

Diana Dantas, O Estado de S.Paulo

06 Janeiro 2011 | 00h00

Tornou-se público um dos grandes acervos particulares de São Paulo, o do ex-dono do Banco Santos, Edemar Cid Ferreira. Por uma decisão da Justiça, objetos como obras de arte, documentos e mapas estão sob guarda temporária da USP. Divididos por diversas instituições da universidade, só o Museu Paulista (do Ipiranga, na foto) recebeu 8 mil objetos da coleção. O Instituto de Estudos Brasileiros (IEB) ficou com mapas e acervos arqueológicos e o Museu de Arte Contemporânea (MAC-USP), com telas e fotografias.

No Museu Paulista, os artigos já estão abertos ao público na exposição permanente Acervos a descobrir, que exibe instrumentos de navegação e escrita.

"A importância de ter vindo para a USP é que agora bens particulares de extrema importância para São Paulo estão acessíveis para todos", afirma a professora Cecília Helena de Salles Oliveira, diretora do museu.

Dentre os objetos que chamam a atenção estão máquinas de escrever, dos séculos 18 e 19, além de instrumentos de escrita da Mesopotâmia - que inspiraram as canetas de hoje.

A guarda do acervo está provisoriamente com a universidade, à espera de uma decisão da Justiça. Mas a professora torce para que ela permaneça com a instituição. "Seria fundamental que ficasse como bem público."

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