Sérgio Castro/AE
Sérgio Castro/AE

Ação que apreendeu R$ 500 mil em pirataria continua em SP

Agentes recolheram 34 caixas de produtos, em sua maioria noteboooks com peças usadas vendidos como novos

Agência Estado,

17 de dezembro de 2009 | 09h40

A Receita Federal continua na manhã desta quinta-feira, 17, com a Operação Descaminho, iniciada ontem com o objetivo de coibir crimes praticados no comércio irregular no setor de informática e eletroeletrônicos no Centro de São Paulo. Cerca de 60 auditores fiscais e agentes fiscais da Receita e da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo fiscalizam lojas de uma galeria da região da Rua 25 de Março. A operação conta com o apoio da Polícia Militar.

 

Ontem, notebooks montados com peças usadas e vendidos como novos foram os produtos mais encontrados em uma operação da Receita Federal na Galeria São Paulo. Os agentes investigaram dez lojas da galeria e apreendeu 34 caixas de produtos vendidos sem nota fiscal. O valor estimado das mercadorias, segundo a Receita, é de R$ 500 mil. O órgão não informou a quantidade de computadores apreendida.

 

Cerca de 80 pessoas, entre agentes da Receita, auditores fiscais e policiais militares, participaram da operação, que durou quatro horas. Os fiscais, à paisana, visitaram as lojas abertas, pois não tinham autorização para entrar nos estabelecimentos fechados. Uma das lojas, que não tinha registro de pessoa jurídica, teve toda a mercadoria apreendida. Não há previsão de novas operações.

Sem garantia, os computadores remanufaturados têm valor um pouco mais baixo do que os novos e podem ser reconhecidos por uma etiqueta localizada abaixo do código de barras que identifica o produto. A palavra Refurbished, impressa em uma etiqueta, é um alerta para que o consumidor duvide da procedência do computador e da qualidade do produto. O analista de sistemas Marcelo Cardoso diz, porém, que é muito difícil para o consumidor comum identificar quando um notebook tem peças adulteradas. "A pessoa vê em primeiro lugar a carcaça do produto", diz. O especialista recomenda, por isso, que o consumidor compre produtos só em lojas especializadas e exija garantias, sobretudo a nota fiscal.

O diretor de Tecnologia e Comunicação da Câmara de Dirigentes e Lojistas (CDL) da Santa Ifigênia, Manoel da Silva Vieira Neto, afirma que "99%" das lojas que integram o comércio de toda a região vendem produtos legalizados. "Os que tiveram mercadorias apreendidas são uma minoria." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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