Ação militar, como se houvesse um grande atentado

Cenário: Roberto Godoy

O Estado de S.Paulo

30 Janeiro 2013 | 02h01

Houve um atentado em Santa Maria e a reação da Defesa foi rápida, ampla e voltada para o socorro às vítimas. Helicópteros preparados para o transporte de feridos, times especializados e veículos rápidos estavam prontos para a ação bem depressa, já na madrugada de domingo. Os primeiros grupos de soldados da 3.ª Divisão de Exército chegaram à boate Kiss quando o prédio ainda estava fumegante. Poderia ter sido também um cenário de batalha em área urbana. O resgate, o atendimento e a remoção dos feridos estão seguindo procedimentos militares, próprios de crises. Os resultados foram bons. A intervenção dos médicos - 64 deles só da Aeronáutica - especialistas no atendimento a queimados, traumatologistas e intensivistas, com suporte de seus times de enfermagem, fez a diferença entre a possibilidade de vida e a morte imediata para os 75 sobreviventes que ontem ainda corriam sério risco, internados em UTIs. A ponte aérea entre Santa Maria e Porto Alegre - os Blackhawks desciam no Parque Farroupilha, ao lado de dois grandes hospitais da capital - foi combinada com voos mais longos, porém imediatos. Uma frota de aviões, cujas tripulações, na primeira fase da crise, foram mantidas em regime de alerta, permaneceu pronta para decolar a qualquer momento. O esquema acionou recursos médicos na retaguarda, e integrou equipes dos Ministérios da Saúde e Integração Social. Uma espécie de centro C3 (Comando, Controle, Comunicações) coordena a operação com 1.300 militares.

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