A Craco Resiste
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Ação de limpeza na Cracolândia com atuação da GCM tem correria e tumulto

Mulher que trabalha na região afirma que policiais fecharam usuários em tendas e lançaram bombas no local; corporação nega 

Ana Paula Niederauer, O Estado de S.Paulo

28 Setembro 2017 | 12h46
Atualizado 28 Setembro 2017 | 15h50

SÃO PAULO - Uma ação de limpeza de rotina na Cracolândia terminou mais uma vez em conflito entre a Guarda Civil Metropolitana (GCM) e usuários de drogas na região central  da capital, na manhã desta quinta-feira, 28.

Pessoas que trabalham na região relataram em redes sociais que houve correria e tumulto no local.

Segundo Beatriz Falcon, integrante do movimento A Craco Resiste, por volta das 9 horas policiais isolaram a Alameda Cleveland, entre a Alameda Glete e rua Helvétia, com os usuários de drogas. 

"Foi uma correria. Os usuários de drogas foram obrigados a entrar nas tendas dos programas Braços Abertos, Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (CAPS) e Atendimento Diário Emergencial (Atende 2)", disse Beatriz."Eles (GCM) jogaram bombas de efeito moral e bateram nos usuários de droga", afirmou.

De acordo com a comunicação da GCM, houve um aumento de efetivos na região para que a abordagem aos usuários fosse intensificada, já que a região necessita demanda. A corporação,no entanto, nega disparo de bombas por parte dos policiais. 

A Polícia Militar também disse que não lançou bombas no local.

Veja o vídeo 

 

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