Ação de 1939 pode despejar 1,5 mil famílias

O julgamento de um dos mais antigos processos judiciais do País poderá implicar despejo de 1,5 mil famílias de Iperó, a 121 km de São Paulo. A ação que discute a posse das terras do local conhecido como Cabeça do Lobo, onde estão os bairros Campos Vileta e Alvorada, começou em 1939. Ela resultou em outro processo encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) em 1969. Agora, a ministra relatora do processo, Rosa Weber, quer dar uma solução para o caso.

JOSÉ MARIA TOMAZELA, SOROCABA, O Estado de S.Paulo

23 de junho de 2012 | 03h03

O governo estadual e a União disputam a área de 2,4 mil hectares que até 1895 pertenceu à Real Fábrica de Ferro de São João de Ipanema, a primeira siderúrgica do Brasil. Com o fechamento da fábrica, as terras da antiga Fazenda Ipanema passaram a pertencer à União. Como parte da fazenda estava sem uso, o governo do Estado tomou posse das terras. Anos depois, o Estado dividiu glebas de 377 hectares entre 40 posseiros, mas não consultou a União. Isso deu motivo a uma ação judicial do governo federal para reaver a propriedade.

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