Ação da Rota pode ter sido 4º caso do ano

"É o mundo globalizado. Até mesmo no crime é mais fácil negociar do que matar. Para nós, seria melhor se não tivesse nada disso, nem a negociação, mas infelizmente é o que existe". Essa é a opinião do presidente da Comissão de Segurança Pública da Ordem dos Advogados do Brasil em São Paulo (OAB-SP), Arles Gonçalves Júnior, para quem a diminuição na violência entre os próprios criminosos é parte da explicação para redução no número de chacinas na capital nos últimos anos.

O Estado de S.Paulo

29 Dezembro 2011 | 03h02

Segundo ele, a violência na periferia da cidade continua, mas em ações isoladas. O representante da OAB-SP diz que o fato de muitos líderes terem morrido também colaborou para a queda. "Com as brigas entre as gangues, provocando mortes de lado a lado, não sobraram muitos rivais."

Gonçalves Júnior destacou também a ação positiva da delegacia especializada como uma forma de colaborar para a queda no número de homicídios múltiplos.

"Foi um trabalho bem feito do DHPP. Eles fizeram um bom levantamento, mostraram os núcleos do problema. Com a série de prisões, os que sobraram se sentiram intimidados e deixaram de cometer chacinas."

Rota. Apesar do otimismo e dos números favoráveis, Gonçalves Júnior lembrou da ação violenta envolvendo as Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) em agosto, que terminou com a morte de seis suspeitos de roubar caixas eletrônicos na zona norte da capital. O rumo das investigações ainda pode incluir aquela como sendo a quarta chacina do ano em São Paulo.

"Naquele caso do supermercado de Taipas, tudo indica que foi uma chacina. Embora não se tenha a confirmação ainda, parece que teve algum problema por lá, com vítimas tentando se defender dos disparos com as mãos espalmadas." / W.C.

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