Ação da PM em protesto evitou problema maior, diz Alckmin

Governador disse que consequências poderiam ter sido graves se polícia não tivesse impedido fechamento da Radial Leste, mas afirmou que excessos serão punidos

Fabiana Cambricoli, O Estado de S.Paulo

13 de junho de 2014 | 12h42

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) defendeu a ação da Polícia Militar durante o protesto contra a Copa e disse que ela foi necessária para evitar um problema maior. "A polícia evitou situações mais graves porque estávamos na abertura da Copa, 60 mil pessoas indo para o estádio, muita gente na rua. Imagine se a Radial Leste é fechada, as pessoas não conseguem ter acesso e o caos que poderíamos ter tido com graves consequências até para a integridade física das pessoas", disse ele na manhã desta sexta-feira, 13, em evento na capital paulista.

Alckmin afirmou que a intervenção foi necessária também para controlar a invasão da Estação Tatuapé do metrô, já que a maioria dos torcedores utilizaram esse tipo de transporte para chegar à Arena Corinthians. Foram 55 mil passageiros transportados pelo metrô e outros 30 mil pelos trens da CPTM, segundo o governador, que minimizou os casos de jornalistas e manifestantes feridos por ações da polícia.

"O direito dos jornalistas está totalmente preservado. Graças a Deus não houve incidente mais grave, todos já estão em casa. De outro lado, você tem ações muito violentas. Imagine você invadir uma estação de metrô, o principal acesso ao estádio. São situações graves que, se a polícia não agir de maneira firme, isso pode ter consequências maiores", afirmou.

Ele disse ainda que todas as ações da Polícia Militar são filmadas e que a Corregedoria vai investigar possíveis abusos de policiais. "Excessos serão punidos. Para isso existe a Corregedoria", disse.

Questionado, o governador se negou a dar uma nota para a atuação da PM durante o protesto. "Não é questão de dar nota A, B, C ou D. A polícia agiu, como é seu dever agir no sentido de preservar a ordem pública, evitar vandalismo", afirmou.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.