Ação da Câmara contra judoca deve ser adiada

Tendência é de que a Corregedoria, que se reúne amanhã, opte pela suspensão do processo contra o vereador até que a Justiça se manifeste

ADRIANA FERRAZ, O Estado de S.Paulo

27 de fevereiro de 2013 | 02h06

A Corregedoria da Câmara Municipal ficou de decidir amanhã se abre processo contra o vereador Aurélio Miguel (PR), denunciado criminalmente pelo Ministério Público Estadual por corrupção passiva. Mas a tendência é de adiar qualquer medida.

A reunião está marcada para ocorrer às 14 horas. O parecer que será formulado pelo vereador Milton Leite (DEM), com base na denúncia apresentada por Toninho Vespoli (PSOL). O democrata sinalizou ontem que pretende propor a suspensão do processo até que a Justiça se manifeste sobre o caso. Esse "jeitinho" mantém a possibilidade de Aurélio ser cassado, mas apenas se o processo judicial indicar essa punição. A alternativa impede assim que a Casa vote por uma pena que depois possa ser considerada muito rigorosa.

De acordo com o regimento interno, quando o relator propõe parecer que abre investigação interna, ele já deve apresentar quais devem ser as punições para o parlamentar. As possibilidades incluem advertências verbal ou escrita, cassação temporária - por até 90 dias - e perda definitiva do mandato. O corregedor atual da Câmara é o vereador Rubens Calvo (PMDB). Os demais parlamentares do conselho são Alfredinho (PT), Roberto Tripoli (PV), Adilson Amadeu (PTB), Mario Covas Neto (PSDB) e José Police Neto (PSD), além de Milton Leite.

Transparência. Ontem, o vereador Ricardo Young (PPS) criticou, em discurso, a "falta de transparência" na atual Mesa Diretora. Para tanto, citou o silêncio em relação ao caso Aurélio Miguel e o fim das certidões para contratar funcionários.

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