Ação contra atropelamento aplica 128 mil multas em 6 meses

Autuações foram para motoristas que não usam seta, avançam sinal vermelho e não dão preferência a pedestres

O Estado de S.Paulo

07 de fevereiro de 2012 | 03h05

Principal ação da Prefeitura de São Paulo para tentar reduzir os atropelamentos na cidade, o programa de proteção aos pedestres rendeu 128.691 multas entre 8 de agosto do ano passado - quando as infrações começaram a ser fiscalizadas com mais rigor - e o dia 31 de janeiro.

Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), as autuações foram para motoristas que deixaram de ligar a seta ao dobrar a esquina, avançaram o sinal vermelho, deixaram de dar preferência a quem estava a pé ao fazer uma curva ou não esperaram o pedestre atravessar.

Segundo as estatísticas da CET, apesar de ter havido uma queda nos índices, os carros continuam respondendo pela maioria dos atropelamentos. De 11 de maio a 31 de outubro do ano passado, 118 pessoas foram atingidas por automóveis na região central da cidade. Em igual período de 2010, houve na área 146 ocorrências do tipo.

As motos aparecem em segundo lugar, com 58 casos (ante 89 no ano retrasado), seguidas de ônibus (17 ocorrências em 2011), caminhões (3) e bicicletas (2). Outros veículos não identificados se envolveram em 12 atropelamentos nesse período de 2011.

Mortes. Os dados da CET também revelam que entre 11 de maio - dia em que começou o programa de proteção aos pedestres, mas ainda sem multas - e 31 de outubro 278 pessoas morreram atropeladas em toda a cidade. No período equivalente do ano anterior, foram 303 vítimas.

Na região central de São Paulo, área em que o programa começou, os atropelamentos com mortes caíram de 21 para 12 no mesmo período, segundo a CET. Os atropelamentos totais naquela região da capital baixaram de 298 para 210.

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