Ação conjunta segue projeto impecável

O modelo de ação conjunta adotado pelas Forças Armadas e polícias do Rio segue um projeto impecável: não é uma intervenção federal que implicaria a montagem de um complicado quebra-cabeça jurídico, mas permite a presença efetiva de recursos militares nas operações da polícia estadual.

Roberto Godoy, O Estado de S.Paulo

27 de novembro de 2010 | 00h00

Não por acaso, a tropa da vanguarda é o eficiente Batalhão de Operações Especiais (Bope). O Ministério da Defesa escalou para a missão 800 homens que desde ontem controlam o perímetro da zona conflitada, integrantes da Brigada de Infantaria Paraquedista. É um batalhão inteiro, e a maioria desse contingente leva para a Vila Cruzeiro e o Complexo do Alemão a boa experiência da Missão de Estabilização do Haiti.

Os soldados brasileiros prenderam centenas de rebeldes - o número, segundo o comissariado da ONU, chega a 800 - conquistando o apoio da população para a pacificação de imensas favelas, como a de Cité Soleil, oferecendo como garantias a presença da tropa e os programas sociais efetivos. Os militares só podem entrar em combate se forem atacados, mas podem ceder os três tipos de blindados mobilizados pelos fuzileiros navais, que fizeram a diferença na retomada na região da Penha, assim como os helicópteros da FAB, deslocados para fazer o transporte rápido de grupos especiais. O inventário inclui óculos de visão noturna e sistema de comunicação imune a interceptação. A logística custa caro: fontes do governo do Rio estimam que a fatura bata em R$ 1 milhão por semana.

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