NELSON ANTOINE/FRAME
NELSON ANTOINE/FRAME

Acadêmicos do Baixo Augusta levam 40 mil para as ruas

Número foi divulgado pela Prefeitura; para organizadores, foram 100 mil, o que seria o recorde de SP

Fabiana Cambricoli, O Estado de S. Paulo

08 Fevereiro 2015 | 20h31

Atualizada às 22h36

O bloco Acadêmicos do Baixo Augusta desfilou na tarde deste domingo, 8, e arrastou, segundo a organização do grupo, 100 mil foliões pelo centro da cidade. O número, que transforma o bloco no maior de São Paulo – a participação conjunta dos cariocas Bangalafumenga e Sargento Pimenta reuniu, anteontem, 80 mil pessoas –, é questionado. Balanço divulgado pela Prefeitura indica que 120 mil foliões seguiram ontem 41 blocos em toda a cidade – 40 mil foram atrás do Baixo Augusta.

A apresentação do bloco, que tem a atriz Alessandra Negrini como rainha, começou às 16h35 e terminou depois das 20h, na Praça Roosevelt. “É um bloco em que a música é incrível, mas que também tem causas e luta pela diversidade”, disse a atriz. Uma das bandeiras levantadas pelo grupo foi a criação do Parque Augusta. 


Novidade deste ano, a banda própria do bloco, comandada por Simoninha, agradou pela diversidade de ritmos. O repertório incluiu das tradicionais marchinhas até rock, passando por samba, axé e tecnobrega.

“Moro no Baixo Augusta e esta é a quinta vez que participo do bloco. Foi muito mais animado agora, porque a banda diversificou os estilos”, diz o veterinário Pablo Laube, de 28 anos, fantasiado de paquita com direito a peruca loira e minivestido.

Mesmo quem errou na fantasia não perdeu o bom humor. Com calor e sol forte, o publicitário Rafael Augusto, de 25 anos, foi vestido de pantera cor de rosa, em uma roupa de pelúcia. “Estou jogando gelo dentro da roupa para amenizar o calor. É carnaval, não tem estresse.”

Tradição. No centro velho, as marchinhas e os bonecões do tradicional carnaval de São Luiz do Paraitinga voltaram a animar ontem os foliões. No terceiro e último dia, o evento, organizado pelo Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), atraiu cerca de 700 pessoas.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.