'Acabaram com a vida da família toda', diz irmã de vítima

"Fui comprar pão e a Força Tática passou pela gente. Prestei bem a atenção em dois policiais. Quando passei pela esquina, ouvi que eles tinham levado o Carlinhos." Essa é a lembrança que a dona de casa Vânia Lúcia da Silva Alves, de 29 anos, guarda da noite de 8 de outubro de 2008, quando seu irmão desapareceu. Portador de deficiência mental, ele foi morto por policiais militares conhecidos como Highlanders, por cortarem cabeças e mãos das vítimas.

O Estado de S.Paulo

17 Outubro 2011 | 03h02

Os Highlanders atuavam na região do 37º Batalhão da PM, no Capão Redondo, zona sul, e são acusados por 12 mortes. Uma é a do irmão de Vânia, Antonio Carlos da Silva Alves, o Carlinhos, morto aos 31 anos.

Quatro policiais foram condenados a 18 anos de prisão, mas cicatrizes permanecem. "Acabaram com a vida da família toda. Minha mãe está com depressão. Quando a gente via polícia, ficava aliviada. Hoje tem medo." / W.C.

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