Abílio Diniz usa Twitter para falar sobre caso de racismo

Empresário 'quer esclarecimentos' sobre menino que teria sido abordado por seguranças de supermercado

Vitor Hugo Brandalise, O Estado de S.Paulo

29 Janeiro 2011 | 00h00

O empresário Abílio Diniz, proprietário do Grupo Pão de Açúcar, se manifestou ontem no Twitter sobre o caso de racismo contra uma criança negra de 10 anos ocorrido no Hipermercado Extra da Marginal do Tietê, na Penha, zona leste da capital, sob investigação da Polícia Civil.

Questionado por usuários da rede social sobre o que achava da agressão, o empresário respondeu, por volta das 15 horas: "As investigações já estão em andamento e quero esclarecimentos o mais rápido possível." Logo depois, completou: "Até porque sou o primeiro a repudiar qualquer atitude discriminatória."

Diniz se referia ao caso do garoto T., que esteve no Extra - propriedade do Grupo Pão de Açúcar - em 13 de janeiro e, abordado por seguranças ao sair da loja, foi levado para uma sala reservada, acusado de furto. Lá, segundo contou, foi chamado de "negrinho sujo e fedido", obrigado a tirar a roupa e ameaçado com canivete. Depois das agressões, os seguranças verificaram que ele havia pago pelos produtos que levava - biscoitos, salgadinhos e refrigerante.

Outros dois adolescentes, de 12 e 13 anos, foram levados para a sala - segundo o Extra, eles teriam subtraído produtos. O caso é investigado pelo 10.º Distrito Policial (Penha). Em nota, o Grupo Pão de Açúcar afirma que "colabora e aguarda a investigação para esclarecimento do fato".

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.