Werther Santana/Estadão
Werther Santana/Estadão

Abertura do Parque Augusta terá João Carlos Martins, Carlinhos de Jesus e Pequeno Cidadão

Espaço será inaugurado com apresentações artísticas neste sábado, 6, após anos de mobilização; ele funcionará das 5 às 21h

Priscila Mengue, O Estado de S.Paulo

05 de novembro de 2021 | 14h59

A inauguração do Parque Augusta neste sábado, 6, será celebrada com apresentações do maestro e pianista João Carlos Martins, do dançarino Carlinhos de Jesus e da Pequeno Cidadão, banda liderada por Arnaldo Antunes e voltada especialmente às crianças. O evento ocorrerá a partir das 9 horas, no centro da cidade de São Paulo, e será aberto ao público.

Após anos de mobilização da sociedade civil, o local passou por vistorias e está pronto para receber o público. Segundo a gestão Ricardo Nunes (MDB), o funcionamento será diário, das 5 às 21 horas.

Em 2018, João Carlos Martins já havia se apresentado (junto com o Quinteto Brasileiro de Cordas) em um Pic Nic no Asfalto organizado por ativistas pela implantação do parque. Já o grupo Pequeno Cidadão chegou a gravar uma canção sobre a mobilização pelo espaço no álbum “Vem Dançar” (2016), chamada “Parque Augusta dos Anjos da Cara Suja”.

Com 23 mil metros quadrados, o novo parque tem cachorródromo, arquibancada, parquinho e outros equipamentos de descanso, lazer e atividades físicas. O antigo bosque e os caminhos centenários, datados ao menos desde a instalação do Colégio Des Oiseaux nos anos 1910, foram preservados.

Oficialmente, o espaço se chama Parque Augusta - Pref. Bruno Covas, após a aprovação do novo nome pelos vereadores paulistanos. A mudança não agradou a todos que encabeçaram o movimento para a criação do espaço.

A entrada principal será pelo antigo portal da Rua Caio Prado, que passou por restauro, assim como a Casa das Araras. Como o Estadão contou semanas atrás, o resultado agradou ativistas que defenderam a criação do parque, com exceção da arquibancada de concreto (que antes seria de madeira plástica) e dos bancos de mesmo material.

O boulevard que ligaria o espaço à Praça Roosevelt (pela Rua Gravataí) não saiu do papel até o momento e passou para responsabilidade da Prefeitura. Segundo nota da gestão municipal, foi dado início "às tratativas intersecretariais necessárias para dar início à confecção do projeto". 

A instalação do Parque Augusta foi determinada no Plano Diretor de 2002, reconhecimento que ganhou uma lei própria depois. O terreno era utilizado como estacionamento, além de abrigar atividades diversas e ter sido cogitado para empreendimentos habitacionais e comerciais. Em 2018, a Prefeitura fez um acordo com as construtoras proprietárias, após mais de 20 anos de mobilização de moradores e associações do entorno.

Os custos do Parque Augusta foram de cerca de R$ 11 milhões, de acordo com a Prefeitura, pagos pelas duas construtoras (que haviam descumprido algumas determinações específicas do local). Em troca, ambas ganharam créditos para erguer prédios acima do limite mínimo em outras áreas da cidade sem a necessidade de pagar taxa adicional. 

A entrega das obras foi adiada em 2020 e ao longo de 2021. Entre os motivos apontados pela Prefeitura, estão a pandemia da covid-19 e a determinação de prospecção arqueológica no local, no qual foram encontradas e 2.493 peças (como pedaços de louça, por exemplo).

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