Abertura de free shop é liberada em Viracopos

A falta de loja é o principal motivo de reclamação de passageiros do aeroporto, que tem voos diários a Buenos Aires e três por semana a Portugal

RICARDO BRANDT / CAMPINAS, O Estado de S.Paulo

16 Março 2013 | 02h02

A Receita Federal liberou a abertura do free shop no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas, um dos principais gargalos para ampliação do número de voos internacionais no terminal, que foi privatizado em 2012, no primeiro leilão aeroportuário do governo Dilma Rousseff.

A concessionária Aeroportos Brasil começou esta semana a buscar empresas que queiram explorar os serviços no terminal, que está em obras de ampliação e modernização para a Copa de 2014. Considerado estratégico para os jogos mundiais - Campinas hospedará uma das seleções como centro de treinamento -, Viracopos terá sua capacidade aumentada dos atuais 8 milhões de passageiros por ano para 14 milhões de passageiros ao ano.

São duas lojas, uma menor na área de embarque (com 87 metros quadrados) e outra maior na área do desembarque (com 237 metros quadrados). Elas estão prontas, faltando apenas serem equipadas.

"Sempre uso Guarulhos, apesar de Viracopos estar mais perto de casa. Vou usar o aeroporto de Campinas em breve para voltar para o Brasil porque vamos viajar com dois bebês, aí é mais vantagem chegar perto de casa. Mas a falta do free shop, de lanchonete e de mais comércio faz com que usemos menos Viracopos", afirma o fisioterapeuta Rodrigo Agostino, de 35 anos, que é de Araras, no interior de São Paulo, e trabalha e mora em Portugal com a mulher e dois filhos.

A falta do free shop era o maior motivo que afastava passageiros de Campinas. Hoje, a Gol tem voos diários para Buenos Aires, na Argentina, e a TAP tem três voos para Portugal por semana.

A companhia portuguesa TAP mais de uma vez avaliou a possibilidade de suspender os voos por Viracopos, por causa da falta de free shop e também por causa da ausência de uma sala VIP - outro problema que vai acabar após a inauguração do novo terminal em 2014.

Parado. A Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) fez uma licitação em 2011 para contratar uma empresa que operaria o free shop de Viracopos. A Dufry foi a vencedora, mas a Receita considerou irregular o processo de contratação feito por pregão presencial.

Com a privatização do aeroporto, a concessionária Aeroportos Brasil recebeu esta semana um ofício da Receita Federal informando que não há impedimento para a instalação do free shop, onde é feita a venda de produtos importados com isenção de impostos.

No processo de pregão, vencido pela Dufry, ela iria pagar para a Infraero R$ 330 mil e mais 3% sobre o faturamento bruto mensal com a venda dos produtos nacionais e 9% sobre a venda dos importados. A suíça Dufry é uma das empresas que negociará com a Aeroportos Brasil.

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