Werther Santana/Estadão
Werther Santana/Estadão

ABC planeja criar um circuito intermunicipal para biclicletas

Suzano, Ribeirão Pires, Diadema e São Caetano já oferecem faixas para ciclistas aos domingos

Rodrigo Burgarelli, O Estado de S.Paulo

29 Março 2013 | 02h00

São Paulo também está "exportando" as Ciclofaixas de Lazer para outros municípios da Região Metropolitana. Suzano, Diadema, Ribeirão Pires e São Caetano do Sul, por exemplo, também têm faixas separadas para ciclistas que só funcionam aos domingos e feriados. Inaugurada ainda em 2011, a de São Caetano do Sul atrai centenas de ciclistas todo fim de semana e virou exemplo de como cidades da Grande São Paulo também podem adotar eventos parecidos.

A ideia deu tão certo que o consórcio intermunicipal do Grande ABC, que engloba as sete cidades da região, criou um grupo de estudos para analisar a criação de um circuito de ciclofaixas de lazer integrado. Além disso, os municípios também planejam criar um sistema de compartilhamento de bicicletas, similar ao que já existe hoje em certos bairros da capital paulista.

Para o diretor administrativo e financeiro da São Paulo Turismo (SPTuris), Arley Ayres, a ideia de reservar um trecho de avenidas da cidade para bicicletas aos domingo acabou virando uma marca paulistana. "São Paulo tem uma influência nacional muito grande", afirmou. Segundo ele, as ciclofaixas - que já contam com cerca de 70 km em cada sentido - viraram símbolo da capital paulista quando passaram a atender pontos turísticos como a Avenida Paulista e os prédios históricos do centro. "O turista vê o movimento das bicicletas no domingo e pensa: que legal, que boa ideia. E isso pouco a pouco vai se espalhando."

Ayres acredita que as ciclofaixas de lazer, por terem características muito mais recreativas do que de mobilidade, devem ser instaladas onde há oferta de parques ou equipamentos culturais, por exemplo. "É por isso que a do centro de São Paulo deu tão certo. Temos ali mais de 50 equipamentos de cultura, além de vários prédios históricos e de arquitetos famosos. Muitos paulistanos que vivem aqui há anos estão agora conhecendo parte de uma cidade em que muitas vezes nunca haviam prestado atenção."

Mobilidade - Grande parte dos cicloativistas concorda com o modelo, mas acredita que ele não substitui a importância de se ter políticas mais consistentes para bicicletas na cidade. "O problema é quando as cidades acham que isso é suficiente e não fazem mais nada", argumentou Felipe Aragonez, diretor do Instituto CicloBR.

Para ele, o projeto cria boas alternativas de lazer para a população, mas não resolve a questão da mobilidade urbana por bicicleta.

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