ABC já estuda restringir caminhões

Após proibição em vias de SP, veículos pesados migraram para municípios vizinhos; Mauá e Santo André estão entre os mais afetados

Eduardo Reina, O Estado de S.Paulo

25 de setembro de 2010 | 00h00

A exemplo de São Paulo, as prefeituras de Santo André e Mauá também cogitam restringir a circulação de caminhões. Essas cidades do ABC viraram rota alternativa para veículos pesados, proibidos de trafegar pela Marginal do Pinheiros e pelas Avenidas Jornalista Roberto Marinho, dos Bandeirantes e Afonso D"Escragnolle Taunay, na capital.

O número de caminhões nas vias de Santo André e Mauá - a maioria não projetada para esse tráfego - subiu 20% nas últimas semanas. A mudança levou a um aumento nos congestionamentos e danificou o pavimento. As prefeituras estudam aumentar a ação dos agentes de trânsito e a fiscalização com radares.

O problema é potencializado pelos caminhões que usam o Rodoanel. E pode agravar-se a partir de segunda-feira, com a entrada em vigor das restrições a caminhões em outras dez avenidas do Morumbi, na zona sul. A rota alternativa no ABC busca a Avenida dos Estados, ligação direta com a capital. Os principais destinos são Marginal do Tietê, Rodovias Dutra e Ayrton Senna e estradas que levam ao interior.

"Desde o início das restrições aos caminhões e com o início de operação do Rodoanel verificamos aumento de 20% nos caminhões de passagem em Santo André", afirma Adriano Roberto Silva, diretor do Departamento de Trânsito. Já há um projeto pronto para restringir caminhões na cidade. "Agora precisamos monitorar como ficará o tráfego após a inauguração da extensão da Avenida Jacu-Pêssego. Se o problema continuar, não haverá alternativa." A abertura da extensão da Jacu-Pêssego estava prevista para hoje, mas foi adiada.

"Preciso sair de casa mais cedo para não perder o horário da escola", reclama a professora Lucia Souza, que cruza avenidas tomadas pelos caminhões para chegar ao centro de Santo André.

Na vizinha Mauá a situação é ainda mais complicada. Os caminhões vão direto do Rodoanel para o centro. A principal avenida, João Ramalho, é a mais afetada. Técnicos da prefeitura dizem que a restrição só será feita se, após a inauguração da Jacu-Pêssego, os caminhões continuarem passando por Mauá. A Secretaria de Estado dos Transportes prevê que a ampliação da Papa João XXIII, em Mauá, e a extensão da Jacu-Pêssego vão tirar os caminhões das vias secundárias.

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