Abaixo o protesto virtual!

A ideia de que as redes sociais das mídias modernas facilitariam a mobilização das massas precisa ser, ao menos em parte, revista. Fenômenos como o da última manifestação contra a corrupção no Rio mostram que, quando 30 mil internautas marcam encontro em praça pública, nem 10% comparecem.

TUTTY HUMOR, O Estado de S.Paulo

24 de setembro de 2011 | 03h08

Adesão virtual, ao que tudo indica, está virando um troço para ser levado tão a sério quanto carioca quando diz "vamos se ver" ou "a gente se fala". O Twitter e o Facebook serviriam, no caso, como ferramentas tecnológicas para a globalização da falta de compromisso planetário.

A propósito, li ontem aqui no Estadão que 40 milhões de pessoas estiveram reunidas nesta semana numa vigília virtual de 72 horas ininterruptas em repúdio ao projeto do novo Código Florestal brasileiro. Se essa gente toda resolver mostrar a cara em ato público, não enche o vão do Masp em domingo de sol na Avenida Paulista.

Nada contra a militância digital, mas periga essa moda da manifestação em rede social transformar o protesto em conceito estritamente virtual. Parece que já tem até uma comunidade contra isso na web. Pinta lá!

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