A vida ao lado da ferrovia

Quem mora ao longo dos 25 quilômetros da ferrovia que liga o limite de São Caetano do Sul à Lapa, na zona oeste de São Paulo - área das operações urbanas Lapa-Brás e Mooca-Vila Carioca - vive sentimento ambíguo. Por um lado, sofre com o barulho infernal dos trens de carga e a bagunça causada pelas estações de trem próximas. Por outro, comemora o preço menor dos apartamentos ao lado da linha férrea.

, O Estado de S.Paulo

06 de maio de 2010 | 00h00

"Penso no tamanho da minha sala e vejo que, para mim, compensa", resume o designer Fábio Magalhães, de 31 anos, que vive na Mooca, zona leste, a 20 metros da linha do trem. "Às vezes acordo com o barulhão, mas tento ignorar, porque olhei imóveis na Lapa, na Pompeia, e o preço era muito maior."

Para moradores das casas térreas que ainda predominam na orla ferroviária, a verticalização é motivo de apreensão. "Havia um padrão: os prédios ficavam a quatro quadras da linha. Na semana passada, começou uma obra a duas quadras e preocupou todo mundo", disse a bancária Roseli Assunção, de 53 anos, moradora da Lapa, vizinha da ferrovia. "Já está em cima de nós." / V.H.B.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.