A última do Kadafi!

Patrimônio da cidade

TUTTY HUMOR, O Estado de S.Paulo

22 Outubro 2011 | 03h02

Tem carioca torcendo discretamente para a seleção brasileira não chegar à final da Copa de 2014. Se o time do Mano Menezes repetir no Maracanã o fiasco de 1950, a torcida destrói o estádio novinho em folha. Já pensou? Talvez seja mesmo melhor que o título fique entre Alemanha x Holanda ou Espanha x Inglaterra, sei lá!

Álibi perfeito

A Polícia Militar resolveu estender as operações da lei seca em São Paulo, que antes terminavam às 4h, até as 6h da manhã. É uma desculpa a mais pro cara explicar pra mulher por que só chegou em casa de manhã!

Quanto vale?

No pregão de ontem da Bolsa da Faixa de Gaza, um sargento israelense já estava valendo 1.051 militantes palestinos, alta de 2,5% em relação à cotação da última troca de prisioneiros.

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Se te dessem a opção de morrer feito Saddam Hussein, Kadafi ou Bin Laden, que escolha você deixaria em testamento?

Alhos com bugalhos

Os Lençóis Maranhenses não têm nada a ver com o lixo hospitalar apreendido em Pernambuco. E não se fala mais nisso, ok?

O humor negro está em festa: depois da captura de Osama bin Laden, em maio, o ser humano - ô, raça! - não esperava tão cedo se divertir tanto com a desgraça de um semelhante. Raramente acontece duas vezes ao ano a chance de, sem hipocrisias, poder dizer "bem feito" no velório de um cretino.

Está reaberta em 2011 a temporada de chutar "cachorro louco" morto: vale piada, deboche, escracho ou escárnio sobre a situação degradante de Muamar Kadafi arrastado daquele jeito, como diz o outro, "feito um Cauby Peixoto bêbado" pela avenida central do martírio líbio. Ficam, no caso, abolidos todos os limites do grotesco!

O próprio Rafinha Bastos, se dissesse o que o afastou do CQC sobre a netinha recém-nascida do ex-ditador, não daria nem processo na Justiça. Ronaldo Fenômeno também não se chatearia com o programa por causa disso!

Todo homem de bem, por mais politicamente correto que seja, tem o direito de ser mau feito pica-pau quando um notório malfeitor se esborracha em seu caminho.

Dificilmente acontece quando a vítima é brasileira: a herança portuguesa de reverência à morte não permite. A turma só fala assim do Sarney porque ele está vivo. Repara só!

"Obrigado, minhas fãs!"

Muito se tem falado por aí das coincidências entre o escândalo no Ministério do Esporte e a era do rádio, cada um com seus respectivos Orlando Silva e João Dias, mas ninguém até agora lembrou, a propósito ou a pretexto da confusão, do cantor Orlando Dias (foto) - o primeiro Reginaldo Rossi do Brasil. Ou, vai ver, os mais velhos estão meio envergonhados de admitir que não esquecem o precursor do estilo brega-romântico na MPB.

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