A regulamentação da lei seca é positiva?

Sim A lei e a resolução são totalmente positivas, ótimas. Ficaram rigorosas e fazem com que o bafômetro seja, na verdade, usado como contraprova, ou seja, que o motorista só queira usá-lo para tentar convencer que não está embriagado. Agora, o que precisa é de fiscalização intensa, e 24 horas por dia. Tirar a lei do papel e fazê-la valer na prática.

HORÁCIO AUGUSTO FIGUEIRA, É CONSULTOR DE TRÂNSITO, MAURÍCIO JANUZZI, É PRESIDENTE DA COMISSÃO DE TRÂNSITO DA OAB-SP, HORÁCIO AUGUSTO FIGUEIRA, É CONSULTOR DE TRÂNSITO, MAURÍCIO JANUZZI, É PRESIDENTE DA COMISSÃO DE TRÂNSITO DA OAB-SP, O Estado de S.Paulo

30 Janeiro 2013 | 02h07

As autoridades precisam deixar de ficar acomodadas e agir nesse sentido. Considere isto: desde domingo, quando aconteceu a tragédia no Rio Grande do Sul, morreram no Brasil cerca de 450 pessoas no trânsito. Mas não houve comoção, porque essas mortes foram diluídas em ruas e estradas espalhadas pelo País todo. É preciso fiscalização nas ruas o tempo inteiro, para evitar as mortes.

Não A alteração da lei foi pouco significativa do ponto de vista criminal, porque continua sendo necessária a produção da prova de uma certa quantidade de álcool por litro de sangue ou de ar expelido do condutor suspeito. Estão banalizando a embriaguez ao volante, tornando-a só uma infração administrativa, como atravessar o sinal vermelho ou dirigir ao celular.

Creio que isso acontece pelo fato de que a multa ficou muito mais alta desde o mês passado, de mais de R$ 1,9 mil. Dessa forma, o poder público enche seus cofres, mas não atinge a maior problemática. Na minha opinião, dirigir embriagado deve ser principalmente um crime, e não infração administrativa. É necessário que a punição para quem dirige sob efeito de álcool seja significativa.

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