'A população não pode esperar', afirma Dilma

Ao defender o Mais Médicos durante visita à cidade de São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio, a presidente Dilma Rousseff disse que a população "não pode esperar" pela formatura de brasileiros, citou países desenvolvidos que importam profissionais para suprir a falta de médicos e criticou o corporativismo. "Não estamos fazendo nada diferente do resto do mundo", discursou Dilma, que prometeu "fazer o possível e o impossível para garantir que haja médicos disponíveis".

Luciana Nunes Leal / RIO, O Estado de S.Paulo

12 de setembro de 2013 | 02h04

Dilma voltou a dizer que 25% dos médicos que trabalham nos Estados Unidos se formaram fora do país. No Canadá e na Inglaterra, a proporção chegaria a 30%. "Quantos médicos se formam lá fora e trabalham aqui no Brasil? 1,78%. Não há justificativa para esse número."

A presidente insistiu que a vinda de estrangeiros é para resolver uma situação de emergência. Destacou que não faltam médicos em áreas ricas, mas apenas nas periferias e nas pequenas cidades. "O tipo do município que vai ser beneficiado por esse programa é São Gonçalo, Itaboraí, Caxias, Niterói, Nova Iguaçu. Vocês sabem onde falta médico? Em Ipanema, não falta, nem no Leblon. Aqui falta", afirmou.

"A saúde das pessoas não pode esperar até que os médicos se formem. Paralelamente, vamos aumentar a formação de médicos dentro do Brasil, assegurando formação no interior do País e nas periferias das grandes cidades. Porque está provado que, geralmente, o médico fica onde se forma ou onde faz a residência", disse a presidente.

Ela ainda se mostrou preocupada com o fato de que em 701 municípios brasileiros não mora nenhum médico. "É obrigação do governo escutar a demanda da população. Temos um problema sério na área de saúde. Não existe nenhum outro interesse maior."

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