'A policial atendeu o celular e disse que ele estava morto'

"Liguei para meu filho. Uma policial atendeu e disse que ele estava morto", afirmou Ana Paula Oliveira, de 35 anos, no Centro Desportivo Municipal, onde os corpos estavam sendo reconhecidos. "Ainda não caiu a ficha", desabafou.

O Estado de S.Paulo

28 Janeiro 2013 | 02h02

Ela era uma das mães acompanhadas pela técnica em enfermagem Adiles Dias, de 55 anos, voluntária da área de saúde que prestava atendimento aos familiares em um dos pavilhões do centro desportivo. Psicólogos também tentavam amenizar o desespero dos parentes.

No lugar, muito choro e gritos. Os mais de 200 corpos estavam enfileirados e cobertos por panos à espera do reconhecimento - que só podia ser feito com acompanhamento de profissionais de saúde ou da polícia. "Já socorri 14 pessoas que desmaiaram ou ficaram em estado de choque. É a coisa mais triste que já vi na minha vida", disse Adiles. / CAMILA CUNHA, ESPECIAL PARA O ESTADO

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