À polícia, madrasta contou que discutiu com a mãe de Isabella

Ciúmes teria causado briga; em depoimento, pai contou que pediu aos vizinhos para chamarem o resgate

14 de abril de 2008 | 22h04

No depoimento que deram à polícia de São Paulo no dia 30 de março, Alexandre Nardoni e Anna Carolina Trotta Jatobá - pai e madrasta da menina Isabella Nardoni - afirmaram que subiram separados ao apartamento do casal. Anna Carolina, madrasta da menina, disse que já teve muitos desentendimentos com a mãe de Isabella, Ana Carolina de Oliveira. Alexandre declarou que observou manchas de sangue no chão do quarto dos filhos e viu que a rede de proteção do quarto dos meninos estava cortada, segundo reportagem do Jornal Nacional desta segunda-feira, 14.  VEJA TAMBÉMHabeas-corpus do casal Nardoni deve ser definido dia 22Advogado leva à polícia roupas de Isabella e madrastaPsicanalista fala sobre a comoção gerada por 'crimes inusitados'Acompanhe a investigação do casoPolícia ouve depoimento de vizinha do casal NardoniPerícia vai pôr casal na cena do crimePolícia já admite pedir prisão preventiva de casalOutros casos de crianças mortas seguem sem solução Crime muda vida de moradores do Edifício London  O ciúmes seria a razão para os desentendimentos com a mãe de Isabella, segundo Anna Carolina Jatobá. Sobre o relacionamento que mantinha com a menina, ela disse que a convivência era ótima, que elas eram "apaixonadas" e que nunca precisou repreender a criança. Anna Carolina disse à polícia que quando chegou ao apartamento, depois que o marido tinha deixado a menina no local e voltado à garagem para buscá-la com os dois filhos, Alexandre colocou a chave para abrir a fechadura e notou que a luz do corredor estava acesa, ao contrário do que ele havia deixado. Em depoimento, a madrasta afirmou que Alexandre teria perguntado por Isabella, ao perceber que ela não estava na cama onde ele a teria deixado dormindo. Anna Carolina teria respondido que a menina deveria ter caído da cama, quando o casal viu que a menina não estava no local e percebeu um rasgo na tela de proteção do quarto dos meninos.  Depois de narrar à polícia os momentos de desespero por ter percebido que a menina havia caído pela janela, Anna Carolina afirmou que, naquele dia, não notou a falta de nenhum objeto no apartamento. No dia seguinte, percebeu que uma câmera digital havia desaparecido, mas não soube dizer se o objeto tinha sido roubado ou não.  A versão do pai  Alexandre Nardoni contou à polícia que o casal chegou ao edifício 23h10 e 23h20 e que seus três filhos já estavam dormindo no carro. Alexandre subiu primeiro com Isabella, deixando a mulher no carro, com os outros dois filhos. O pai de Isabella contou à polícia que colocou a menina na cama e, em seguida, arrumou o quarto dos outros dois filhos, ao lado, e trancou a janela, que estava semi-aberta. Ele viu que a rede de proteção da janela estava intacta e contou que ficou cinco minutos dentro do apartamento. Trancou a porta e voltou à garagem. Pegou os meninos e, junto com a mulher, voltou ao apartamento.  Ao chegar novamente ao apartamento, abriu a porta que estava trancada. Percebeu que as luzes dos quartos de Isabella e dos meninos estavam acesas. Viu que Isabella não estava na cama. Entrou no quarto dos meninos, reparou que havia pingos de sangue no chão e que a janela estava totalmente aberta, com a tela de proteção cortada em forma de circulo.  Alexandre contou à polícia que foi até a janela e viu a filha caída no jardim do prédio. Levou um choque e começou a gritar. Desceu pelo elevador social com Anna Carolina. Lá embaixo, tentou escutar o coração da filha e percebeu que ela respirava, mas não respondia. Então, ele pediu aos vizinhos que chamassem o resgate.

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