A PM deve entrar no câmpus da USP?

SIM NÃO

, O Estado de S.Paulo

20 Maio 2011 | 00h00

Reinaldo Guerreiro, diretor da Faculdade de Economia e Administração da USP

 

Renan Teodoro, integrante do diretório central dos estudantes da USP

 

Não há dúvidas de que é necessário um projeto de segurança no câmpus, e a presença da Polícia Militar é um elemento disso. Há muito tempo se discute a decisão de pedir esse auxílio e muitas das medidas que estamos tomando são motivo de críticas, polêmicas e discussões.

 

Aqui me sinto seguro como em qualquer lugar de São Paulo, ou seja, inseguro. O que ocorreu vai trazer um novo nível de conscientização na universidade. Agora todos vão começar a refletir melhor sobre determinadas medidas que devem ser tomadas, tanto dentro quanto fora da USP.

 

O diretor da unidade não tem muito o que fazer com o que acontece nos espaços públicos, como estacionamentos. Do portão aqui para dentro da FEA, a responsabilidade é minha e eu vou cuidar disso.

A Polícia Militar não faz uma segurança cotidiana eficaz, atua mais após os crimes terem ocorrido. Me pergunto se a corporação tem a capacidade de prevenir crimes. A medida correta é cobrar segurança da reitoria, pedir mais iluminação próximo aos pontos de ônibus e também em locais de pouca circulação.

 

Além de um maior efetivo da Guarda Universitária, é necessário que haja uma circulação mais periódica. A reitoria faz gastos milionários com novos prédios, mas é preciso priorizar também a infraestrutura das vias e da guarda.

 

A USP tem tradição de receber a Polícia Militar para resolver problemas políticos, não de segurança pública. E, se a PM vier para o câmpus, será que vai dar conta de colocar um policial em cada esquina?

 

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