A pedido do MP, greve dos garis é adiada em São Paulo

Presidente do sindicato da categoria acredita que 30% dos funcionários serão demitidos com o corte na verba

Eduardo Reina, O Estado de S. Paulo,

16 de setembro de 2009 | 09h49

A greve de garis na capital, que havia sido marcada para esta quarta-feira, 16, pelo Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Prestação de Serviços de Asseio e Conservação e Limpeza Urbana (Siemaco), foi adiada para segunda-feira. "A pedido do Ministério Público nós adiamos para que haja uma melhor negociação com a Prefeitura nesta semana. Mas vamos manter a greve se a situação não for revertida, porque os cortes são fora da realidade. Mais de 30% dos funcionários serão demitidos em menos de um mês", diz o presidente do sindicato, Moacyr Pereira.

 

A Prefeitura diz não reconhecer os cálculos apresentados pelos empresários. "Esses números não são homologados pela Prefeitura, que os considera irreais. Todos os planos em elaboração preveem a diminuição de vezes de varrições na mesma rua. A redução de 20% no serviço significa a diminuição do número de varrições realizadas nas ruas e não a diminuição de novos quilômetros varridos, sem prejuízo da quantidade de lixo recolhida", afirma por meio de nota da Assessoria de Imprensa.

 

As empresas afirmam que os cortes no orçamento podem ter efeito dobrado para a população. O Sindicato das Empresas de Limpeza Urbana no Estado de São Paulo (Selur) diz que a redução de 20% da verba para varrição e limpeza das ruas significa, na prática, corte entre 35% e 40% nos serviços, dependendo de cada empresa.

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