A partir de março, até queixa de roubo de carro poderá ser feita pela internet

Plano ainda é permitir elaboração pela web de boletins de ocorrência de injúria, calúnia, difamação, ameaça e qualquer tipo de furto

Bruno Ribeiro, O Estado de S.Paulo

18 de janeiro de 2012 | 23h06

SÃO PAULO - Para tentar reduzir a demora no registro de crimes nos distritos do Estado, a Delegacia-Geral da Polícia Civil de São Paulo vai permitir que até queixas de roubo de carro sejam feitas pela internet.

Segundo o delegado-geral, Marcos Carneiro de Lima, a medida valerá a partir de março e permitirá também elaboração de boletins de ocorrência de injúria, calúnia, difamação, ameaça e qualquer tipo de furto (crime no qual a vítima não vê quem levou seus pertences). Hoje, só é possível registrar pela web furto de veículos e furto ou perda de documentos, celulares e placas de veículos.

A ideia é que, quando uma pessoa tiver seu carro roubado (mesmo em um assalto à mão armada) , ela possa preencher um formulário no site da Secretaria de Estado da Segurança Pública (www.ssp.gov.br). Lá, já existe o link para a Delegacia Eletrônica, que está sendo alterado pela Companhia de Processamento de Dados do Estado de São Paulo (Prodesp) para incluir os novos delitos.

"A vítima vai ter condições de registrar o fato e, na sequência, ler na tela a informação que, caso possa fazer retrato falado, reconhecer fotograficamente o autor ou acrescentar dados sigilosos, ela poderá se dirigir imediatamente à delegacia. Mas aí não pegará a fila - poderá ir direto à chefia dos investigadores do distrito", diz o delegado-geral.

Investigadores vão colher informações extras, como cicatrizes ou tatuagens, para facilitar a identificação de suspeitos. Atualmente, dependendo das filas, isso pode não ocorrer no mesmo dia do crime. De acordo com Carneiro, os bancos de dados das Polícias Civil e Militar, que já têm esse tipo de detalhe cadastrado, vão comparar as informações e fornecer, também na hora, uma lista de eventuais suspeitos, que poderão ser reconhecidos por fotografia também no mesmo dia.

O roubo de carros é um dos crimes que mais preocupam a cúpula da Secretaria de Segurança. De janeiro a novembro de 2011, foram 36.906 casos só na capital - em 2010, haviam sido 34.908.

Furtos. No caso dos furtos, a expectativa de Carneiro é reduzir a subnotificação - para fugir das filas nas delegacias, muitas vítimas não registram o crime. "A polícia precisa saber sobre o furto de uma bicicleta acorrentada em um poste. O ladrão troca a bicicleta por uma arma de fogo, comete um assalto e acaba atirando em alguma senhora. Se combatemos o furto da bicicleta hoje, evitamos um latrocínio (assalto seguido de morte) amanhã. Precisamos desses registros."

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