A operação na cracolândia sob três pontos de vista

A pedido do Estado, três pessoas escreveram suas rotinas na última semana, durante a Operação Centro Legal. Os diários foram feitos por um policial militar, um usuário de drogas e um pesquisador da Fiocruz

WILLIAM CARDOSO, O Estado de S.Paulo

17 de janeiro de 2012 | 03h06

Duas semanas depois de iniciada a Operação Centro Legal, no dia 3, as prisões de traficantes feitas na cracolândia já correspondem a mais da metade do total de detenções do Departamento de Investigações sobre Narcóticos (Denarc) na região em todo o ano passado. No balanço divulgado ontem, 107 pessoas já haviam sido presas, enquanto o Denarc prendeu 200 pessoas no ano passado. Segundo o coronel Wagner Rodrigues, que comanda a PM no centro, se o começo foi confuso, com denúncias de violência e tiros de borracha, essa semana começou mais calma. "Diminuiu a sensação de insegurança e podemos medir isso pelo serviço 190. Nos cinco primeiros dias, aumentaram muito as denúncias e ocorrências, que agora voltaram a cair", diz.

Para retratar os primeiros dias de cerco à cracolândia, o Estado pediu a um PM, a um usuário de drogas e a um pesquisador da Fiocruz que descrevessem a rotina vivida por eles desde que a operação começou. Os relatos seguem abaixo:

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